Não ouso tocar em quem se reprime ao toque, traz a culpa à reboque e se diz amante do rosa choque. (léo s. bella)
Quantas faces tem a rosa...
Quantas Rosas pode haver em cada face...
Quantos espinhos, quantos dilemas...
Cantilenas... cantos profanos nos cantos insanos, onde putas e puritanos se igualam pelo absolutismo no Não ser o que não se sabe ser.
Podê-los-iam vestir de santos que nunca deixariam de entoarem seus cantos profanos, sua cantilenas.
Assim, vejo a sombra que caminha sempre fiel à estátua, afastando-se no inverno e aproximando-se no verão, mas sempre uma mera sombra... uma sombra sem expressão...
Quando você cita Clarice parece que sinto todo o amargor daquela alma que simplesmente viveu para contestar e dar uma interpretação própria às coisas da vida. Clarice pra mim é sinônimo de solidão, de força, não de fé, mas de força bruta capaz de tornar as palavras em armas letais.
Não gosto do que Clarice fala, porque ela fala para que o outro sinta o que ela talvez nunca pode sentir.
Mas enfim...prefiro falar de uma pétala de rosa, em verso ou prosa...
Prefiro falar do vento, da luz mortiça da lua que tenta iluminar minha montanha mágica numa madrugada esfumaçada.
Prefiro falar de gente real, de gente com quem eu possa me preocupar de dentro pra fora.
Sabe, vai dar tudo certo com a cirurgia...
Não se reprima, nem comprima dentro de sua alma um desabafo ou um arroto, pois são coisas que pertencem ao mundo material... e não fazem parte de suas vestimentas de deusa.
Sabe apesar do frio, fique nua e, enrosque-se em seu homem... esfregue-se compulsivamente como se tivesse a obrigação de transformar em brasa toda a volúpia do mundo num só momento.
Não se lastime, se estime...
Não corteje, nem se comporte como uma dama.... seja como a grama do jardim; invada todos os espaços com seus abraços e transforme em fúria seu amor...
Não como uma fúria comum; mas como a fúria de uma tormenta fazendo balançar pelo sexo tudo o que por si só não tem nexo.
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