Ansiedade utópica e patológica.
Mais que o legado de uma simbiótica relação entre mãe e filho (a), ela faz parte do discurso de movimentar o tempo, antecipando momentos como se os dias fossem paginas vazias e pudessem serem avançadas sem necessariamente serem escritas.
Viver a ansiedade é como querer o gozo antecipado numa relação em que a penetração nunca acontecerá. É uma relação não verdadeira onde o falo não importa, mas sim o desejo.
Estar ansioso é uma reação natural quando a lógica faz parte da vida.
Viver pelo que se vive..., pelo que se vê... e não pela parte que cabe ao ser... faz parte de um Universo onde a ansiedade é apenas uma mística desconhecida da razão, não uma mentira, mas uma inverdade.
Distante da realidade do Ser, longe a espiritualidade e das sensações extracorpóreas, pensadores tentam dissecar a Mente Humana como se fosse possível mapear e tornar previsível cada ação de cada Ser.Isto alias é o mesmo que querer saciar a fome de saber humana com arroz e feijão...
Talvez o caminho não seja este.
Talvez, então o momento não seja este ainda.
Pois o homem continua amadurecendo em sua caminhada diante do Universo.
Mil teorias ainda haverão de existir para provar que o desconhecido é apenas algo que não cabe na Mente Humana.
A vida humana a cada dia que passa esta sendo mais banalizada pelas crendices que se sustentam pela incompreensão do desconhecido.
Mas será que uma vida inteira já não basta para preencher a Mente Humana?
Será que é preciso envolver outras formas de vida para saciar a ansiedade , esta motriz que alavanca o homem em busca de emoções mais fortes...?
No final, se entende que a ansiedade é o que se vive antes ou depois do tempo?
Se vive no presente ou somente é possível reconhecê-la no passado?
Ou, nada disto importa, sendo que o que importa é estar ansioso para se reconhecer vivente e carente de vida própria!!!
Pense sobre isto... Não deixe apenas para que pensadores façam suas conclusões, porque você precisa crescer em direção aos seus conhecimentos quando precisar usar de sua sabedoria.
Sei que pouco sei, mas sinto que talvez ainda assim possa lhe ajudar a caminhar diante de sua vida e não diante de seus enlevos e devaneios como se a vida fosse uma gigantesca tela de cinema.
Não espere pela morte, haja como se ela estivesse sempre lhe observando.
Não espere a morte chegar próxima de si
para tomar consciência de sua vida, porque certamente faltar-lhe-á coragem para reagir diante de tantas coisas banais que existem dentro de seus dias e, você estará sendo vitima de sua própria ansiedade.
Léo s. bella