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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Morte recomeço da vida...



Quem o que quer ser ou quem o que quer ter? Quem que quer ver, quem que quer perceber ou quem que quer se esconder? Quem que quer sentir ou quem que quer não sentir? Quem, na cidade grande é o anonimato de tantos Severinos e Severinas, Joãos e Marinas, Marias...
O que é o tudo no nada e o nada no tudo? Apenas preenchimentos de escolhas vazias, sem valor, sem sentido?
Mente condicionada, induzida a focar nos problemas? Suspiro pessimista quando se pensa na solução?
Quem conduz a mente? Quem traduz a mente?
Representação simbólica que concretiza à mente? Emoções somatizam o corpo ou o ambiente somatiza o corpo e por sua vez condena a mente em sentimentos ardilosos e ou amorosos?
Árvores frutíferas, folhas ao chão.... Flores guardadas no peito... Flores, flores que interpolam, internalizam, simbolizam toda a delicadeza do amor materno incondicional. Em sua fé media o agradecimento de ter sido mãe... No ventre busca energia para ressignificar suas flores que por um momento se despedaçaram, força mnêmicas, intuitivas, valores transformam toda a dor, toda a perda, no conforto de saber que a vida continua semeando, pois a vida é cíclica.
No valor materno o que vale o que sentiu, o que viveu na relação existencial mãe-filha. A vida é atemporal, é eterna nos sentidos, na memória de quem ainda permanece na existência . Flores cultivadas dentro do peito, um jeito jeitoso, sublime e amoroso de ser mãe... Mãe sem culpa, mãe sem condenação, mãe sem punição, mãe sem cobrança, mãe sem questionamento... Simplesmente compreensão, entendimento sobre o que é morrer....

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