No destino de uma critica, nem sempre mora o culpado...
O algoz feroz e veloz, não tem uma única voz.
Soa em cada lugar com um falar diferente.
Uma hora atraente outra com ar ausente, mas cabal, quase como o cumprimento de uma pena capital.
Quem se julga, só faz perpetuar o sofrimento dado pelo ato do julgamento.
O jugo, é um ato de covardia contra o outro e, quando aplicado a si mesmo, é mais que um suicídio moral ou mental; é indecente indescritível porque leva o Ser a questionar somente a própria incapacidade.
A tirania tem melhores formas.
Algumas tão silenciosas e camufladas que não se pode notar enquanto se vive; apenas vêm à tona depois que se morre.
Mas parece que isto não importa para os que levam a vida teimando que estão evoluindo, mas na verdade estão destruindo a única chance que tem de viver e enfrentar de peito aberto o desconhecido.
É tão importante saber do outro que muitas vezes se cria uma imagem e se busca conviver com a imagem e não com o outro.
Não importa saber se quem vive é um estigma, ou um patético sonhador ou um letrado doutor. Todos são humanos e cometem erro além do que podem viver e entender.
Mas ainda que tudo isto esteja dentro de uma única pessoa, casada, desquitada, divorciada viúva ou solteira, existe uma vida inteira para se descobrir o que se é...
A questão é tão importante como saber se devemos valorizar a árvore pela sombra ou pelos frutos que dá...
Muitas plantas como a melancia tem frutos enormes, mas não promovem sombra.
Outras como a jabuticabeira, promovem sombra e frutos até em seu caule... talvez porque adorem amar e frutificar...
Mas você não é uma planta, nem é o suporte gracioso de um buraco cheio de pelos pronto pra receber quaisquer espécies de esperma.
Pense sobre isto e deixe de ser meticulosamente chata procurando defeitos em si, e procure viver, apenas viver... e não se colocar na situação de ser escolhida apenas pelo que é capaz de mostrar.
Léo s bella
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