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quarta-feira, 1 de junho de 2011

uma estoria com algumas letras.





Posso lhe dar todo o Amor do mundo, mas nunca partilhar minha Alma...      (pensa se eu fosse a morte.ehehehehehe )
Para tudo nesta vida existe um limite. Existe um limite até para a própria vida.
Muitas vezes isto é interpretado como descrença, mas o que ocorre é que o ser humano se acha insuperável diante do mundo natural em que vive e portanto não crê que a vida possa existir apenas da forma como ela se apresenta na Terra.
Quem esta certo? Platão ou Sócrates ?
O discípulo ou o Mestre?
Deus o homem?
Sempre o crédito é dado ao professor, ao precursor, porque o seguidor no momento em que esta desenvolvendo o trabalho de ampliar os sentidos do que aprendeu  é visto apenas como um sem qualidade ou brilho próprio e que se espelha num trabalho anterior para ir além...
 Alguns séculos depois a coisa é vista de uma outra forma e o precursor passa a ter razão e o brilho de sua inteligência passa a exercer fascínio.
Sócrates sempre  me pareceu mais próximo de um ser humano enquanto Platão, talvez pelo que seguiu e aprendeu com Sócrates, me parece mais cético nas qualidades do espírito humano e mais  crente nas  fraquezas humanas.
Não se enganem pelos escritos, pelos poemas, pelos achados. Procurem entender a estória que na historia se faz como um Tratado e dita leis para futuros seguidores e doutores,  como Freud, como Kant...
Talvez Kant tenha visto Platão pela indiferença e Sócrates pela diferença que fez numa sociedade onde a cultura era privilégio de poucos,... Mas a verdade é  que ao fundamentar na “razão”, os princípios gerais da ação humana, ele estava elaborando as bases de toda ética moderna. Mas a ética de Kant não é o que encanta Freud ...
Kant não caminhou nunca além de sua cidade, nem de espaços fora de uma Universidade... apenas pensou, pesquisou, e, nunca se lançou num empreendimento próprio como um pioneiro em busca de desenvolver a materialidade.
 Kant, sempre trabalhou calado  dentro dos corredores sombrios que seguem da Alma  Humana  até a identidade apresentada do ser. Uma distancia imensa, incomensurável... uma distância que nem Léa Conforti de O Prudente consegue avaliar... mesmo tendo sido enganada milhares de vezes por pessoas que utilizam a razão para ser razoável enquanto dão com uma mão e subtraem com a outra.
De qualquer forma é distinta a posição temporal de  Freud , Platão, Sócrates, Kant  e até Kardec  quanto a posição social e funcional de cada ser vivente. Enquanto os filósofos imbuídos do espírito de pesquisar tentam articular formulas e formas para desvendar e expor a psique e o comportamento humano, este último, Kardec, embrenha num terreno perigoso e instável que é a vida após a morte.
Creio que a dificuldade de Kant tenha sido sobreviver  ao ambiente  Universitário e Filosófico, ao passo que Platão era a própria Universidade e a filosofia seu sobrenome. E, por fim  Kardec  tenha sido muito feliz pela notoriedade conseguida através de seu epíteto que se transformou em doutrina, quando tudo não passava de uma abstração em forma de devaneio dentro da Mente humana.
Cada qual contribuiu de uma forma, uns mais em direção à evolução material outros , mais em direção aos questionamentos espirituais, validando a existência de Deus (tornando inquestionável), e apregoando a existência de uma outra vida...
Mas, não se perca na história, pois sou um contador de estórias, um mostrador de caminhos, não de soluções, mas um ser capaz de provocar a reflexão.
As reflexões tal qual as flexões da ginástica são difíceis para quem não esta acostumado, mas com o tempo, superando as dores e os horrores que levam o ser a raciocinar, tudo muda e  até a vida pode ser prazerosa.
Uma coisa que todos os pensadores têem como verdade e a tornam em seara comum e, se igualam à nós humanos e reles mortais de parca cultura é no cheiro que deixaremos quando morrermos... todos federemos do mesmo jeito, modificando ou não o mundo.
Quando iniciei este texto eu esperava escrever apenas uma frase que fosse possível ser dita nos momentos de dificuldades e solidariedade...mas não resisti, Léa Conforti e, me excedi, talvez sem necessidade...


Léo s. bella

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