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segunda-feira, 9 de maio de 2011

Menina mãe



Menina mãe

Moça bonita
Menina nova
Pensamento vulnerável
Doce inocência que exorbita os hormônios
Alheia e dona de si
Idéias próprias
Razão rasa formulada
Protesto a dependência
Dona da liberdade

Corpo adulto mente criança
Adolescência à luz
Amor aflora e o corpo explora
Ficar, acontece
Juventude sem tino
Amizade colorida
Entrega  à cópula
Jaz o sexo sem senso
Sexo insano

Amor sem ternura
No engano o príncipe engana
Encanto se desfaz
O sapo surge sagaz
Princesa desencanta
Na guinada, o desatino, tudo se transforma
Agora feita a escolha, o livre arbítrio cobra
Na triste estória, aqui agora, és a Mãe menina

Enrolada em seu ventre, um novo ser
No desamparo, menina banida
Casa sem teto, vida sem projeto
O tempo escuro, solidão aperta
Um choro desperta
E agora o que fazer?
Chorar, sorrir...

A boneca a qual brincava, não é a mesma
Foi mais rápida do que o tempo
Agora é real, a brincadeira acabou
Traz agora nas mãos, o filho
Basta amá-lo


Léa



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