Aqui estou iniciando esta escrita e pensando o que escrever.... Mas por alguns dias fiquei no meu silêncio, passeando pelas ruas escuras do pensamento e percebi como a mente humana é facilitadora de fantasiar, vivenciar os três tempos de um tempo, trajado de anônimo, sem titubear aos limites e a tudo que antecede aos devaneios dos sentimentos que assolam os escombros dos neurônios, aos disparos, cada vez que a lembrança marca presença.
Nesta caminhada conheço diversidade de caminhos nomeados lúdicos, perversos, agressivos, depressivos, evasão do vazio, alucinação e delírios. Patologia são diagnósticos e prognósticos sempre quando o homem em busca de si encontra como respostas. É percebido quanto mais ando e aprofundo menos sei alcançar o que é compreender o normal, o que é comum ou que é patológico.
Certa vez li uma frase de um autor que disse: “O neurótico constrói um castelo no ar. O psicótico mora nele. O psiquiatra cobra o aluguel.” Perquirir tal citação é percebi a fusão espiral da fantasia e realidade, do bem e o mau, do ser e não ser, do ego e alterego. O movimento dialético se faz o léxico da linguagem humana. As palavras fazem a ação e a ação faz a força ao sentido das palavras sem nexo.
O neurótico, o psicótico e o psiquiatra são os três grandes personagens, identidades que rege toda estrutura intrínseca da mente humana. Na particularidade do desejo de tais identidades vão se alojar e atribuir ao seu mundo que o circunda de acordo com sua intencionalidade.
Não vejo validade e segurança quando leio alguns pensadores da mente humana caracteriza o neurótico de muita fala e pouca posse da ação, pois se faz de si o juízo maior, centrado ao seu discernimento e o psicótico sem sentido e valor da razão lógica toma como ação livre todo o poder de ação patológica. Considerado como perdido da realidade e do bom senso.
Será que para o neurótico matar é apenas uma probabilidade, mas acaba nas convulsões de pensamentos e ação mobilizada? Qual é a realidade do neurótico?
Será que o psicótico não diferencia do ato da personagem psicopata? Ele é frieza emocional ou ausência emocional?
O psiquiatra é o maestro de ação indutiva para caracterizar o que é normal e o que é patológico? O neurótico e psicótico se fazem psiquiatra de si para conduzir os instintos de sobrevivências.
Escorre pelos dedos todos os acervos que me traz todo o sentido do não sentido.
Cada sujeito carrega dentro de si estes três personagens de acordo com sua conveniência, intolerância e se encarna da personagem que lhe for mais propício para enlaçar seus interesses e intenções.
O sujeito constantemente passa pelo o estresse do desafio crítico se perceber e vivenciar em seu espaço-tempo ( como eu sou, quem eu sou, o que quero, o que faço, o que deixo ou devo fazer, pra que vivo no tempo, tempo de hoje, de ontem, do futuro, tempo de morrer, tempo de dormir, tempo de comer, tempo de sentir e ter o tempo para mudar o mundo, mudar as pessoas e mudar a si...). Desafio crítico que se usa a ampulheta no espaço atemporal.
Percebe-se que cada um desses personagens tem uma sala na mente do sujeito, eles não se misturam, não trabalham juntos, tecnicamente isolados. Para conseguir o equilíbrio mental dependerá da autonomia, autenticidade da cada ser assumir o raciocínio puro para não alimentá-los... Aqui entra a crise do desafio crítico............
Cansada paro no meio desta caminhada sem conclusões precisas e lógicas para o leitor. Apenas borbulhei neste espaço virtual o sem sentido que dá sentido as raízes patológicas, não se explica e nem se justifica o seu verdadeiro núcleo de sentido. Alguém se explica? Como você se explica? Como você se define como o Ser e o Ter?
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