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terça-feira, 10 de maio de 2011

uma reflexão





Não me preocupo em acabar com a violência, me preocupo em não ser acabado por ela.
Logo que saí de casa, me deparo com um hospedeiro, que se apoderou de um buraco no velho muro..
Não é um conquistador qualquer, mas um ser da natureza que parecia alegre demais por ter se apossado de um buraco, um buraco no reboco do muro.
Estranhamente não fiquei triste com o intruso, porque senti nele uma vontade muito grande de viver, sem incomodar ninguém...
Ele estava lutando silenciosamente pela própria vida sem fazer alardes nem preocupar ou incomodar ninguém com faixas, microfones, alto falantes, nem com “slogans”, palavras de ordem de um sem terra.
Talvez ele quisesse me ensinar com aquele jeito simples algo como: “a luta não vale a pena ... ou a guerra somente beneficia uma elite...
Mas não foi esta a lição que eu aprendi, porque afinal o hospedeiro apareceu exatamente no dia das Mães, com cara de violeta, uma florzinha que é tão comum e carente de cuidados especiais como as Mães....
Mas será que ela vai sobreviver naquele pequeno espaço, ou devo transplanta-la em um vaso???
Esta foi a minha preocupação desta manha... Não cheguei a nenhuma conclusão, pois se a deixo lá pode morrer por falta de água e frio... e se a transplanto para um vaso ela pode ficar protegida... mas será que ela quer ser protegida ?
Será que para proteger é preciso esconde-la?
Acho que ninguém deve se esconder, afinal cada vez que uma pessoa se expõe, mas ela ensina e aprende com as suas expressões... e assim da mesma forma devem ser as plantas... elas precisam do ar natural... precisam sentir o frio e o calor... precisam serem admiradas, porque senão pra que lhes serviria a vida?
Assim creio seja esta plantinha que se instalou num buraco do reboco do muro.
O que você acha que deveria acontecer se você fosse a plantinha?
E se você não fosse a plantinha o que você faria?
Neste embate de ideias, inicia-se um confronto de ideais que pode se transformar em um embate belicoso...
Muitas guerras começam por Nada...
Se alguém puder me responder, talvez seja o início de um confronto de ideias que nos leve a ser amigos... e, então lutarmos pelos mesmos ideais.

Léo s.bella

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