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terça-feira, 24 de maio de 2011

Uma face desconhecida, não esquecida!!!




Verdade ou mentira, o que assola?
O que consola a dor de não ter conseguido chegar ao fim pelo cansaço da caminhada?
O que desfaz o nó na garganta quando a tampa do caixão se levanta e se reconhece ali, o próprio filho?
Não são meros fantasmas que vivem de assombrar, algum assobradado, ou mesmo uma casa abandonada... pois, quem se vê abandonado é um ser vivente sem coração, sem fé, sem ilusão... sem conta bancária, sem cartão de crédito, às vezes contando apenas com um celular sem creditos para falar, mas que ainda pode receber alguma noticia  da vida de quem caminha distante do lar...
 Todas as mães estão à espera de ver um celular tocar.
Muitas ainda mantém próximas um celular sempre carregado e pronto para receber uma ligação a cobrar... mas esta ligação não vem... nunca mais virá... e ela nunca mais ouvirá... ser chamada pelo nome que Deus lhe deu... mãe!!!
Simplicidade, na verdade é o que implica e fazer que o replicante não seja somente o carente, mas também, o descrente o doente, o neurótico que se reconhece e o que não é reconhecido como humano, ou capaz de vingar na luta pelas conquistas da vida.
O hipertenso ainda conta com  carinho e compreensão do outro, mas o caótico é o psicótico que não conta sequer com algo mais do que a desconfiança, ou nenhuma fiança de que possa um dia se sentir útil e não usado, como quando se sente algo além de um tapa na cara, ou, um chute na bunda... e também porque nunca será reconhecido como hipertenso, ou diabético... No entanto é patético como ele se reconhece, porque nunca se esquece, nem se abandona, mas se encara, com apenas a única cara que tem e busca seguir levando a única vida que sabe...
Neste imundo circo mundano, desumano e irreal onde para ser normal é preciso aceitar a morte violenta  como uma forma de purgar os pecados do mundo, todos caminham cagando fezes  fedorentas e, fedendo após as suas mortes... não importa se neuróticos, psicóticos, ou arquétipos de psiquiatras que apenas se sustentam pelos diplomas, não pelo saber que detém sobre a vida humana....
Carl Jung , insinuou, ousou, e não foi contestado no que arrojou mentalizar, porque afinal a Mente de quem brilha tem seu brilho por ser diferente, apenas.
Mas os traços de meu rascunho não são posicionados sobre a ciência apenas, ou, sobre a necessidade que se tem de sobreviver à propria morte antes da vida acabar...
Uma Mãe, assim, poderia talvez um dia, abraçar com fé o filho adoentado em sua Mente como se não fosse um Ser estranho à este mundo... porque ao invés de lhe cobrirem de oportunidades para que ele pudesse se resolver, cobriram-no com medicamentos e precauções para que  ele nunca seja um Vivente, mas que viva como vegetal...
Assim a face que o homem mostra quando mascara a vida  e a outra face de quando encara o problema...
Resta saber, se nesta caminhada fortuita onde a luz não se faz pelo mero acaso, se ainda nascerão seres especiais capazes de amar e viver dignamente de forma diferenciada, não segregada ou discriminada...
Sabe Léa, a capacidade de quem confere a sanidade ao outro muitas vezes é questionada, porém quase nunca relevada... é como o Pai que pode ser preso por falta de pagamento de pensão alimentícia e nunca sequer ter sido condenado por ter bulinado e violentado seu filho de 3 ou 4 anos...
Léo s. bella

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